Conheça a amizade entre Mombassa e Belinha

Por ter sido rejeitado pela mãe, o leão Mombassa foi criado na creche para animais do Beto Carrero World. Em breve, ele inicia adaptação ao convívio com uma fêmea

Mombassa e Belinha / Foto: Guma Miranda

A história de amizade entre o primeiro leão branco macho a nascer no Brasil, Mombassa, e a cachorra Belinha, ganhará um capítulo novo. Em breve inicia o processo de adaptação do leãozinho com uma leoa fêmea, a Kênia. Com apenas um ano de idade, o felino conta atualmente com a companhia da cadelinha da raça Rhodesian Ridgeback, para não se sentir sozinho. “Eles são companheiros, se divertem e se respeitam. É bonito de ver”, explica a bióloga do Beto Carrero World, Katia Cassaro.

Mombassa começou a conviver com a Belinha quando tinha apenas quatro meses de idade. A bióloga explica que a amizade de Mombassa e Belinha se tornou possível, pois leões são os únicos felinos que vivem em grupo. “A Belinha ajudou a desenvolver o cognitivo do Mombassa, estimulando-o a se exercitar e lidar com um outro ser (animal)”, explica.

Mombassa é um guerreirinho que lutou desde as primeiras horas de vida. Recém-nascido, precisou ser transferido para a creche para animais do Beto Carrero World para receber atenção especial. “Sua mãe não dispendeu os cuidados necessários para sua criação e nos dois primeiros meses o filhote recebeu mamadeiras de duas em duas horas, controle de temperatura, higienização, dentre outros”, explica a coordenadora. Atualmente, por ter crescido e estar mais forte, Mombassa vive em um espaço maior em que se exercita e toma banhos de sol. “Nessa fase, os filhotes interagem muito com a mãe e os irmãos, principalmente os leões que são animais de hábitos gregários. Por isso, a Belinha passou a ser a sua parceira perfeita”.

Mombassa, o primeiro leão branco macho a nascer no Brasil. / Foto: Guma Miranda

O processo de adaptação do Mombassa com a leoa Kênia será repleto de cuidados. O leãozinho passará por fases diferentes que lhe permitirão ter contato visual e olfativo com a fêmea, de forma gradativa. “Quando os leões não apresentarem sinais de comportamentos agressivos, poderão dividir o mesmo ambiente”, explica a bióloga.

A raridade do nascimento de leões brancos

Estes felinos são leucísticos, ou seja, são totalmente brancos, mas são menos sensíveis ao sol, como os albinos. “Neste caso, estes animais possuem apenas a pelagem branca. Os olhos são castanhos, pois apresentam pigmentação”. Trabalhando há muitos anos na área, Katia Cassaro comemora o nascimento de Mombassa, já que o padrão de cor é considerado raro. A pouca variabilidade genética os torna mais suscetíveis a doenças. “São animais que apresentam muita dificuldade de sobreviver na natureza, pois sua coloração lhe dá um destaque, dificultando a captura de presas”, acrescenta a bióloga.

Preservação da fauna e garantia de longevidade aos animais

Existente desde a fundação do Beto Carrero World, o espaço mantém constante foco no bem-estar das diversas espécies que vivem no local. Dentre os destaques está o engajamento na reprodução da fauna nativa ameaçada de extinção, como micos-leões dourados. Atualmente é possível realizar a manutenção e reprodução da rara espécie através de parceira com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O local possui ainda aliança com o projeto TAMAR, que é reconhecido internacionalmente como uma das mais bem-sucedidas experiências de conservação marinha do mundo, e seu trabalho socioambiental serve de modelo para outros países.

VOCÊ SABIA?

1) Que os leões brancos são da mesma espécie de seus congêneres amarelos.

2) Que os órgãos ambientais asseguram a reprodução da fauna nativa ameaçada de extinção.

3) Que animais sob cuidados humanos podem ter a sua longevidade praticamente dobrada.

4) Que felinos vivem aproximadamente 12 anos na natureza e até 25 sob cuidados humanos.

5) Que muitos dos animais são originários de circos e no local tiveram oportunidade de cuidado e ressocialização.

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