Corajosos nas pistas, pilotos voltam a ser crianças no parque de diversões

Por Alexander Grünwald/Globo Esporte

Felipe Giaffone, Bia Figueiredo, Enrique Bernoldi e João Paulo no elevador (Foto: Carsten Horst / divulgação)

Andar a mais de 300 km/h não é tarefa fácil. Mas, para quem vive nas pistas desde a infância, velocidade não é problema. Ou, pelo menos, não deveria ser. Viciados em adrenalina, alguns dos pilotos que disputam neste fim de semana as 500 milhas de kart, em Santa Catarina, aproveitaram um intervalo nos treinos para a corrida de 12 horas e voltaram a ser crianças. Numa rápida visita ao parque Beto Carrero, cujo complexo abriga também o kartódromo que desde 2011 sedia o evento, eles puseram a coragem à prova. E precisaram se esforçar para não aparentar medo na montanha russa e no elevador, dois dos brinquedos mais radicais.

A “aventura” reuniu Ricardo Zonta, Enrique Bernoldi, Bia Figueiredo, João Paulo de Oliveira e Felipe Giaffone. A turma jura que aguentou firme as manobras, mas JP, que compete no automobilismo japonês há sete anos, “entregou” o colega Bernoldi. O paranaense, que foi piloto de Fórmula 1 entre 2001 e 2002, era um dos mais tensos no elevador, que tem 100 metros de altura e alcança 125 km/h na descida em queda livre.

– Quando subiu 25% do elevador, o Bernoldi já estava preocupado com a altura. Depois, quando olhei para o lado, ele estava meio que rezando, com os olhos fechados. E eu percebi que o cara estava realmente numa situação difícil. Mas, como todo mundo, depois passa a sensação de medo quando você vai pela primeira vez – afirma João Paulo, sem conter o riso.

Bia Figueiredo observa o elevador do parque antes de subir (Foto: Carsten Horst / divulgação)

Bernoldi, que busca uma vaga na Stock Car para a temporada 2013, admite que subir àquela altura não foi uma situação fácil. Mas frisa que velocidade não é problema para ele, que “vive raspando no chão” quando guia carros de competição. E diz que é fácil virar alvo de “zoação” dos colegas diante do visual que se tem do alto do elevador.

– Velocidade não é problema, mas com altura é que eu não tenho muita intimidade, tenho medo mesmo. Eu não queria ir, mas aí o JP, o Felipe e a Bia ficaram “vai, vai, vai”, e, como não sei dizer não, eu fui. Se eu não tivesse ido, não ia ficar legal. Quando está subindo, você começa a ver tudo. Vi a pista, vi o mar, vi Camburiú, quase vi Florianópolis dali de cima – diz o piloto paranaense.

Frequentadora assídua dos parques norte-americanos, Bia Figueiredo diz que o momento mais legal do passeio foi mesmo a montanha russa. A competidora da Fórmula Indy ficou bastante impressionada com a que compõe o visual da pista do Beto Carrero, que por sinal foi importada do complexo do autódromo de Suzuka, no Japão. No entanto, ela garante que não sentiu medo, mesmo sem um volante nas mãos.

Bia e João Paulo na montanha russa, com a pista das 500 milhas ao fundo

– É divertido, mas assusta um pouco de vez em quando, porque não é a gente que está no controle, como é na pista. Mesmo a 300 km/h, numa pista oval, ainda depende mais de você. E como eu tenho um pouco de medo de altura, dá um desafio diferente. Eu acabo gostando depois, mas dá um friozão na barriga antes de acontecer. É preciso confiar na máquina, e isso dá um medo grande – diz Bia.

Limpando a barra do compatriota Enrique Bernoldi, a competidora diz que o título de mais medroso do passeio pode ser entregue ao espanhol Jaime Alguersuari. O ex-piloto da equipe STR na Fórmula 1, que negocia para voltar à categoria, também estava no grupo que foi ao parque, mas alegou que tinha medo de se machucar. Azar dele. Segundo os colegas, Jaime perdeu um dos momentos mais legais do fim de semana da 500 milhas de kart.

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